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01
jul

O que aprendi com Montillo ( Jogador que se aposentou na última quarta e tem um filho com down)

 

O que aprendi com Montillo ( Jogador que se aposentou na última quarta)

O encontro

Era dia 16 de Setembro de 2011 tinha acabado de escrever meu primeiro livro ( Mano down – Relatos de um irmão apaixonado- Saiba mais sobre o livvro – Clique aqui ) e recebemos a notícia que o jogador Montillo,  que jogava no Cruzeiro , estava passando por um momento difícil , uma vez que , seu filho Santino , que nasceu com down, estava passando por uma cirurgia para “tirar” a cardiopatia que ele tinha.

Eu como Atleticano aprendi desde que nasci sobre rivalidade no futebol ( Atlético e Cruzeiro tem uma rivalidade gigantesca) recebi um convite para ir com o meu irmão Dudu ao centro de treinamento do Cruzeiro para levar nosso livro e uma força para o jogador e sua família.   No início, confesso que hesitei , mas rapidamente deixei a rivalidade do lado e lembrei da importância de uma atitude para um ser humano ( que tando aprendo com meu irmão) e aceitamos o convite.

Vídeo de nosso encontro com Montillo em 2011

Foi um encontro marcante e que me fez conhecer o ser humano e não o atleta Montillo ( que estava  no auge de sua carreira) . Conversamos e pude ver o quão difícil era o momento que o atleta estava passando ( era  o principal jogador do clube e não podia parar para acompanhar seu filho que passava por uma momento delicado e tinha recém saído da cirurgia ( cardiopatia).

Reportagem publicada em 2011

http://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/cruzeiro/2011/09/13/noticia_cruzeiro,195863/torcedor-homenageia-montillo-na-toca.shtml

 

Nesta terça-feira, o dia foi atípico para Montillo na Toca da Raposa II. Referência pelas homenagens ao filho Santino, portador de Síndrome de Down, o camisa 10 do Cruzeiro foi homenageado por um torcedor com o mesmo caso.
Eduardo Gontijo, de 20 anos, esteve na Toca da Raposa II para executar “Como é grande o meu amor por você”, música de Roberto Carlos, para o jogador argentino. Após tocar seu cavaquinho, o jovem torcedor recebeu uma camisa do meia cruzeirense, que agradeceu a homenagem. “Para mim, é muito importante essa força e para minha família também. É uma força a mais com o Santino”, afirmou.
Já Montillo recebeu ainda o livro “Mano down – relatos de um irmão apaixonado”, escrito por Leonardo Gontijo, irmão de Eduardo. A publicação sobre o relacionamento com os portadores de Síndrome de Down cita o caso do jogador do Cruzeiro com seu filho Santino.
“Sinto um amor muito grande pelo Dudu. Sinto como se ele fosse meu filho. O Montillo demonstrou a relação com o Santino de forma positiva e, por isso, quis que meu irmão o encontrasse”, disse Leonardo Gontijo.

 

Nos encontramos outras duas vezes e conhecemos sua esposa e filhos.. Depois disso perdemos contato , uma vez que ,  mudaram de cidade.

Aposentadoria

Esta semana acompanhei a entrevista do jogador que com 33 anos anunciou com lágrimas sua aposentadoria, após 5 lesões consecutivas este ano.

Não esperava outra coisa do Atleta, com hombridade, humildade ( poucas vezes vistas no meio futebolístico) e muito choro comprovou seu caráter e postura.

 

Veja íntegra da entrevista:

 

http://sportv.globo.com/site/programas/selecao-sportv/noticia/2017/07/montillo-diz-que-respeito-de-brasileiros-o-marcou-e-lembra-apoio-ao-seu-filho.html

 

Na coletiva que anunciava sua aposentadoria dos gramados destacou a presença de Santino em sua vida e disse que era hora de dedicar tempo a ele.

“Não vai ser fácil, com certeza. Foi uma coisa que fiz minha vida toda. No começo parece fácil. Na terceira semana, na quarta… mas eu vou procurar fazer minhas coisas, para não ficar sem fazer nada. Meu filho Santino, que tem síndrome de Down, precisa de muito tempo. Vou dedicar para ele. Vou dedicar para ele. Ele precisa ser acompanhado. Estava com a minha esposa, que faz o Ayrton Senna… daqui a três semanas a gente fala. As primeiras semanas serão difíceis. Mas a vida continua. Ninguém morreu deixando de jogar futebol. Vamos organizar uma pelada.”

Ensinamentos.

Nas palavras do segurança do Botafogo Edson : “Esse cara é gente boa demais. Sempre tratou todo mundo bem. Do porteiro ao presidente. Sempre chegava, dava bom dia para todo mundo. Vai deixar saudades”

O agora ex-atleta não conseguiu segurar o choro ao falar da fragilidade do corpo nos últimos meses, que lhe fizeram desistir da carreira aos 33 anos, nos deixou muitos ensinamentos.

 

  • A importância da família
  • Transparência e sinceridade
  • Hombridade
  • Profissionalismo
  • Humanidade
  • Respeito

 

Valeu Montillo. Santino , sua família  e todas pessoas com down precisam de você.

 

Algumas passagens da coletiva

Mesmo quando não joguei, me respeitaram. Ganhei pela pessoa que sou. Falei com o segurança (Edson), quando cheguei, e o cara começou a chorar. Levo muitas coisas. Esse carinho eu não pedi para ninguém. O carinho foi pelo dia a dia. Mostrei como sou, com pé no chão e nunca olhando para baixo. Posso ser melhor ou pior, mas respeito todo mundo. Essas coisas me deixam feliz. Entrei pela porta grande e saio pela mesma, mesmo sem jogar. Sábado eu vou vir aqui — completa.

“Quando encontrei o segurança hoje na porta, ele começou a chorar. Isso me deixa feliz. Esse carinho que deixo como jogador de futebol. O carinho é pelo dia a dia. Me mostrei como sou, com os pés no chão. Sou igual a todos. Respeito todo mundo. Não olho ninguém de cima para baixo. Isso me deixa muito feliz. Saí pela porta grande. Entrei e vou sair assim. Vou chorar de novo. Mas faz parte (risos)”.

“Não tenho o perfil de ficar numa maca tentando fazer uma coisa que não ia dar certo. Para o clube, e também para mim, a decisão é correta. Não vou ficar aqui cobrando um salário e esperando para ver se eu consigo jogar. Sei que não ia dar certo. Não posso treinar mais do que treinei nesses dois meses. Fiz tudo certinho e não deu certo. Chegou o momento de parar, deixar os meninos que estão vindo, jogar”,

 

 

 

Lançamos nosso primeiro workshop. Clique no link e  assista aos vídeos  : https://www.metodomanodown.com.br/workshop/

10
jun

DOCUMENTÁRIO E ENTREVISTA SOBRE O INSTITUTO MANO DOWN

 

 

Hoje compartilhamos o vídeo documentário feito pelos alunos da PUC Minas sobre o Instituto Mano Down.

Acreditamos que informação combate estigmas e mitos. E estamos de portas abertas para aprendermos juntos.


Venha visitar o nosso Instituto www.manodown.com.br

 

 

31
maio

A HORA DA NOTÍCIA. APOIO APÓS O NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA COM DOWN. MANO DOWN.

Daqui a pouco sigo para mais uma missão: Receber e levar uma mensagem para um família que teve um filho com síndrome de down. Sempre que sou chamado para este momento sinto um frio na barriga e me preparo da melhor maneira para que possa falar o que acredito da melhor forma para os pais. Já fiz isso mais de 100 vezes, porém cada nascimento é singular e é sempre cheio de nuances.

Comunicar aos pais a concepção ou nascimento de uma criança é tarefa indescritível. Comunicar que o filho tenha nascido com uma deficiência, por exemplo, a síndrome de down, converte-se em uma responsabilidade enorme. Não é apenas comunicar. É informar de forma suave e acolhedora. De forma que leve esperança e acolha os sentimentos vivenciados.

Como diz o professor Siegfried Pueschel: “Não há maneira boa de dar uma notícia ruim”

Nossa sociedade ainda carrega o estigma de que o nascimento de uma pessoa com down é uma tragédia familiar, o que não concordamos e sugerimos aos profissionais na hora da notícia, mostrar outros caminhos que combata o estigma social.

O meu primeiro ato geralmente é parabenizar o nascimento de um ser humano como fazemos independente da deficiência, nada mais natural , quando recebemos qualquer ser humano.

Segundo o mestre Jesus Florez comunicar a notícia exige

1-Empatia para poder se colocar no lugar dos pais e familiares. ( Como gostaria de receber a notícia). Viva a Monica Xavier que sempre nos ensina sobre isso.

  1. Dar a notícia com objetividade e com informações atuais. Mostrar a realidade presente e não o estigma do passado. Mostrar exemplos do avanço da qualidade de vida das pessoas com down atualmente.
  2. Ter em mente que dar a primeira notícia constitui no primeiro ato terapêutico , que precisa de preparo e treino, não só de termos científicos e também de sentimentos humanos.

Abaixo algumas dicas relatadas por algumas famílias , ressaltando que não existe fórmulas prontas.

1-Deem a notícia para a mãe e o pai conjuntamente em um ambiente privado.

2- Ao comunicar o diagnóstico usem uma linguagem delicada e afetuosa, sem usar palavras que gerem estigmas. Se refiram ao bebê como ser humano e não como a síndrome.

3-De preferência levem material com explicações atuais sobre a síndrome de down, deixando claro que cada ser é singular.

4- Evite silêncios e falta de informação. A maioria das famílias pesquisadas gostaria de receber a notícia o mais breve possível, evitando assim especulações.

5-Deixar claro que não existe culpados e que a família pode contribuir muito no processo de desenvolvimento do bebê.

6-Os profissionais de saúde podem sugerir grupos de apoio e associações que trabalham com o tema e já sugestionar se querem receber uma visita. Aqui em Minas estamos na luta para aprovar o projeto de Lei que obriga todos os hospitais a comunicar o nascimento de uma pessoa com deficiência para as associações que trabalham com o tema.

Na realidade tudo se resume na necessidade de mudarmos o olhar. Não queremos negar os problemas médicos que podem ocorrer após o nascimento das pessoas com down, apenas lutar pela necessidade de ampliar o horizonte, vendo também os progressos alcançados na formação e na qualidade de vida das pessoas com down. Somente com um olhar ampliado poderemos entregar as famílias uma informação atualizada, objetiva, ponderada que permita aos novos pais e mães escolher o melhor caminho para seu filho (a) que acaba de nascer.

Eu ,geralmente ,gosto de levar uma pessoa com down, caso a família queira, para que possamos quebrar o estigma enraizado na sociedade e na nova família.

Como sociedade penso que ainda temos muito que avançar principalmente em relação a formação dos profissionais de saúde a respeito do tema , bem como na capacitação de todos nós para trabalharmos a empatia.

Simbora com preparo e fé. Sempre em busca de aprendizados.

WWW.MANODOWN.COM.BR

 

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