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DOCUMENTÁRIO E ENTREVISTA SOBRE O INSTITUTO MANO DOWN

 

 

Hoje compartilhamos o vídeo documentário feito pelos alunos da PUC Minas sobre o Instituto Mano Down.

Acreditamos que informação combate estigmas e mitos. E estamos de portas abertas para aprendermos juntos.


Venha visitar o nosso Instituto www.manodown.com.br

 

 

A HORA DA NOTÍCIA. APOIO APÓS O NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA COM DOWN. MANO DOWN.

Daqui a pouco sigo para mais uma missão: Receber e levar uma mensagem para um família que teve um filho com síndrome de down. Sempre que sou chamado para este momento sinto um frio na barriga e me preparo da melhor maneira para que possa falar o que acredito da melhor forma para os pais. Já fiz isso mais de 100 vezes, porém cada nascimento é singular e é sempre cheio de nuances.

Comunicar aos pais a concepção ou nascimento de uma criança é tarefa indescritível. Comunicar que o filho tenha nascido com uma deficiência, por exemplo, a síndrome de down, converte-se em uma responsabilidade enorme. Não é apenas comunicar. É informar de forma suave e acolhedora. De forma que leve esperança e acolha os sentimentos vivenciados.

Como diz o professor Siegfried Pueschel: “Não há maneira boa de dar uma notícia ruim”

Nossa sociedade ainda carrega o estigma de que o nascimento de uma pessoa com down é uma tragédia familiar, o que não concordamos e sugerimos aos profissionais na hora da notícia, mostrar outros caminhos que combata o estigma social.

O meu primeiro ato geralmente é parabenizar o nascimento de um ser humano como fazemos independente da deficiência, nada mais natural , quando recebemos qualquer ser humano.

Segundo o mestre Jesus Florez comunicar a notícia exige

1-Empatia para poder se colocar no lugar dos pais e familiares. ( Como gostaria de receber a notícia). Viva a Monica Xavier que sempre nos ensina sobre isso.

  1. Dar a notícia com objetividade e com informações atuais. Mostrar a realidade presente e não o estigma do passado. Mostrar exemplos do avanço da qualidade de vida das pessoas com down atualmente.
  2. Ter em mente que dar a primeira notícia constitui no primeiro ato terapêutico , que precisa de preparo e treino, não só de termos científicos e também de sentimentos humanos.

Abaixo algumas dicas relatadas por algumas famílias , ressaltando que não existe fórmulas prontas.

1-Deem a notícia para a mãe e o pai conjuntamente em um ambiente privado.

2- Ao comunicar o diagnóstico usem uma linguagem delicada e afetuosa, sem usar palavras que gerem estigmas. Se refiram ao bebê como ser humano e não como a síndrome.

3-De preferência levem material com explicações atuais sobre a síndrome de down, deixando claro que cada ser é singular.

4- Evite silêncios e falta de informação. A maioria das famílias pesquisadas gostaria de receber a notícia o mais breve possível, evitando assim especulações.

5-Deixar claro que não existe culpados e que a família pode contribuir muito no processo de desenvolvimento do bebê.

6-Os profissionais de saúde podem sugerir grupos de apoio e associações que trabalham com o tema e já sugestionar se querem receber uma visita. Aqui em Minas estamos na luta para aprovar o projeto de Lei que obriga todos os hospitais a comunicar o nascimento de uma pessoa com deficiência para as associações que trabalham com o tema.

Na realidade tudo se resume na necessidade de mudarmos o olhar. Não queremos negar os problemas médicos que podem ocorrer após o nascimento das pessoas com down, apenas lutar pela necessidade de ampliar o horizonte, vendo também os progressos alcançados na formação e na qualidade de vida das pessoas com down. Somente com um olhar ampliado poderemos entregar as famílias uma informação atualizada, objetiva, ponderada que permita aos novos pais e mães escolher o melhor caminho para seu filho (a) que acaba de nascer.

Eu ,geralmente ,gosto de levar uma pessoa com down, caso a família queira, para que possamos quebrar o estigma enraizado na sociedade e na nova família.

Como sociedade penso que ainda temos muito que avançar principalmente em relação a formação dos profissionais de saúde a respeito do tema , bem como na capacitação de todos nós para trabalharmos a empatia.

Simbora com preparo e fé. Sempre em busca de aprendizados.

WWW.MANODOWN.COM.BR

 

10 PERGUNTAS MAIS CRETINAS QUE JÁ RECEBEMOS AQUI NO INSTITUTO MANO DOWN POR EMPRESAS QUE “QUEREM” CONTRATAR PESSOAS COM DOWN

 

 

As 10 perguntas mais cretinas que já recebi nestes seis anos do Instituto Mano Down de empresas que ligam ou mandam email em busca de pessoas para vagas de empregos. Leia e Jamais faça isso. Obviamente as respostas dadas foram com muita ironia e indignação.

Claro que existem muita falta de informação e desconhecimento para isso fazemos as palestras e textos, mas também existe muita má vontade e má fé.

As fraudes à Lei de Cotas infelizmente acontecem em todos os cantos do país, mas essa prática ilegal tem sido combatida com rigor pelo Ministério Público do Trabalho.

Uma das situações que sempre são objeto de condenação de empresas na Justiça do Trabalho é a contratação de “fantasmas com deficiência”. Isso mesmo, empresas que contratam pessoas com deficiência de forma fraudulenta para cumprir as cotas Lei 8.213/1991.

Trata-se da famosa, manjda  e repudiada prática de se contratar trabalhadores com deficiência para ficar em casa.

Você tem alguma passagem para inserirmos na lista?

 Pergunta 1: Tem um menos downzinho aí no Instituto ?

Resposta: Temos sim, passe aqui e vamos medir juntos as pessoas com down para ver qual que cabe aí na sua empresa.

Pergunta 2: Recebemos uma fiscalização do Ministério do Trabalho e temos que contratar pessoas com deficiência. Podemos pagar o salário e deixar eles aí no Instituto?

Resposta: Claro que sim. Passe aqui no Instituto que iremos fazer uma reunião juntamente com o pessoal do Ministério do Trabalho para formalizarmos isso.

Pergunta3 : Queremos contratar uma pessoa com down que não babe. Tem alguma ai no Instituto que possa nos atender?

Resposta : Claro que temos , passe aqui para conhecer nosso trabalho e traga o lenço pois acho que você é que vai babar de ver as habilidades das pessoas com down.

Pergunta 4 : Aí no instituto tem alguma pessoas com down que fale menos, pois assim atrapalhará menos o ambiente de trabalho?

Resposta: Claro, temos sim. Passe aqui para conversarmos e conhecer nosso trabalho, mas espero que não fale muito para não atrapalhar nosso ambiente de trabalho.

Pergunta 5 : Gostaria de contratar uma pessoa com down que saiba ir ao banheiro sozinho, tem alguém aí no Instituto que consegue?

Resposta:  Venha aqui para conversarmos e conhecer nosso trabalho. Temos um banheiro a céu aberto aqui muito inovador e acho que vai gostar de conhecer.

Pergunta 6- Por acaso aí no instituto tem alguma pessoa com down que sabe usar celular?

Resposta : Falei que iria olhar e que iríamos retornar. Fizemos questão de 3 alunos do Instituto ligasse para a contratante perguntando sobre a empresa e as vagas.

Pergunta 7- Ficamos sabendo que possuem pessoas com down no instituto aptas para trabalhar. Queremos contratar uma que saiba digitar, tem alguma aí?

Resposta : Pedi o whatsapp da pessoa e falei que retornaria. Fizemos questão de 5 alunos do Instituto mandasse mensagens para ele via aplicativo whatsapp.

Pergunta 8-Meu chefe falou que precisamos contratar 2 pessoas com down para atendermos a lei de cotas, por acaso tem algum ai no Instituto que não toma remédio?

Resposta: Olha , temos sim. Venha aqui nos visitar para conhecer nosso trabalho e conversar com os alunos, mas não se esqueça de tomar seu remédio contra o preconceito , se não tiver vendemos aqui.

Pergunta 9- Precisamos contratar pessoas com deficiência pois temos um prazo para não tomar multa, será que pode nos dar uma declaração que tentamos e não conseguimos?

Resposta : Claro! Como nos conheceu? Para qual email podemos enviar?
Email enviado:

Declaro para os devidos fins que esta empresa é uma farsa e finge que contrata pessoas com deficiência.

Pergunta 10 Tem alguma pessoa com down aí no instituto que tenha pegado a síndrome depois dos 18 anos?

Resposta: Veja bem! Temos sim. Venha cá conhecer e pegar seu certificado de desconhecimento sobre a pessoa que quer contratar.

Essa não foi a primeira e infelizmente não será a última fraude trabalhista envolvendo pessoas com deficiência a ser identificada e punida. O Ministério Público Federal, assim como dos Estados sempre devem ser acionados diante desse tipo de situação, pois têm o dever de agir para combater esses abusos.

Fica também o alerta para as pessoas com deficiência, não deixem a necessidade prevalecer sobre a moralidade, não hesitem em denunciar propostas dessa natureza. A inclusão no mercado de trabalho, que tanto lutamos, tem que ser defendida com ações éticas tanto por parte do empregador, quanto do empregado.

Somente com informação, profissionalismo conseguiremos reverter este quadro.

No portal incluo temos mais de 300 pessoas com down aptas para o mercado de trabalho.

Leia matéria feita pelo Thiago Helton. Clique Aqui.

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